Posts tagged Feira Cultura Digital dos Bairros

Encontro de Avaliação Comunitária da Feira Cultura Digital dos Bairros


Depois do sucesso garantindo da Feira Cultura Digital dos Bairros, chega a hora das pessoas que participaram e apoiaram diretamente desse evento, avaliar os pontos que foram positivos e os que precisa melhorar em várias aspectos, planejados anteriormente por essas lideranças. O encontro foi realizado no dia 11 de abril, logo após o término da Feira, no auditório da Casa Brasil, local de todas as reuniões, contando com a presença de representantes dos presidentes das comunidade, do Pontão de Cultura Digital do Tapajós, Puraqué, Projeto Saúde e Alegria, Casa Brasil, da Feira de Economia Solidária e coolaboradores desse evento.

Pontos positivos mais destacados foram entre outros: Bom humor, novos amigos, parceira, segurança, palco, espaço, talentos, chuva na hora certa, conhecimento, fonte renda, espiríto de equipe, participação das escolas, cessão do espaço, Moeda do Conhecimento, transporte, doação do computador, relacionamento, cobertura imprenssa e limpeza coletiva.

Como pontos a melhorar, temos: decoração, sinalização, oficinas que faltaram, comentários equivocados, agenda para crianças, uso do espaço e cadeiras.

Segundo Jader Gama, coordenador geral do evento, diz que teve uma visão positiva de como foi a organização dos recursos investidos no evento, em pouco tempo de planejamento, massa participação popular, também parabenizou com agradecimentos em relação a doação do computador por uma empresa que confiou na credibilidade e responsabilidade da Feira Social Digital e sem dúvida nenhuma, a Moeda Social Muiraquitã, veio para ficar como símbolo maior de economia popular e responsabilidade ambiental. Magnolio Sposito, do Projeto Saúde e Alegria finaliza solicitando fazer uma comissão oficial permanente da Feira e que a alegria na vontade de fazer o melhor nesse trabalho, foi essencial. Adriane Gama, Coordenadora da Casa Brasil de Santarém conclui que a Feira de Economia Solidária, teve o verdadeiro sentido da idéia de geração de renda familiar, pois as pessoas trabalharam coletivamente e por fim, tiveram 100% do seu lucro garantido na vendas dos seus produtos regionais.

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Moeda Social pode fortalecer economia na comunidade


Por Juliane Oliveira

Pensar em economia forte e que some no crescimento da comunidade foi um dos temas do debate sobre Economia Solidária e Cultura Digital na I Feira Cultura Digital dos Bairros que reuniu os artesãos que estão vendendo seus produtos na feira e ativistas da Cultura Digital dos estados de Roraima, Pará e Amazonas.

A principal proposta apresentada no debate foi a Moeda Social Muiraquitã. De acordo com Jader Gama, do projeto Puraqué, o objetivo da moeda é motivar a comunidade no fortalecimento das suas iniciativas e gerar renda dentro da propria comunidade. Uma das idéias levantadas é o uso da moeda na relação entre as organizações presentes no evento, a exemplo do que já vem sendo realizado pelo Projeto Puraqué. Qualquer pessoa interessada em participar dos cursos de informática e software livre oferecidos pelo projeto podem fazer a matrìcula que custam até R$ 30,00 usando as moedas sociais Muiraquitã que estão sendo trocadas durante a feira por garrafas pets. Posteriormente essas garrafas serão vendidas e o dinheiro revestido nas atividades do projeto.

A comunidade conheceu a moeda já na I Feira Cultura Digital dos Bairros e já aprovou o movimento. “A moeda é um símbolo muito forte porque vai trabalhar essa relação interpessoal e faz com que busquemos parcerias para crescimento da comunidade. É simples entender o método que estamos aplicando aqui [na Feira Cultura Digital de Bairros] vai nos dar subsídios para a relação com a economia solidaria.

Apoio

Prova de que o uso da Moeda Social MUiraquitã é possível, é o apoio recebido da Ótica Xingú. A empresa de atuação no mercado santareno conheceu o projeto e deciciu fazer parte. Por telefone, Marco Aurélio – gerente da ótica, anunciou que acreditou na credibilidade da moeda e por isso resolveu apoiar o projeto. “Aceitamos o projeto para valorizar a iniciativa desses pessoas de estarem recolhendo essas garrafas pets. E assim garantir que tenham mais acesso a essas iniciativas” – disse.

De inicio, cada moeda vai valer um real e quando atingido o valor dos produtos ofertados na empresa, o cliente poderá utilizar dos seus muiraquitãs para efetuar o pagamento.

20 pets = 1 muiraquitã

Quase três mil pets já foram entregues durante a feira e trocados pela Moeda Social Muiraquitã. A cada 20 pets o ‘contribuinte’ recebe uma moeda no valor de um real. As moedas podem ser trocadas por rifas para concorrer a pendrives ou um computador. Ou então guarda e junta com novas moedas para participar de cursos oferecidos pelo Projeto Puraqué ou em outras entidades parceiras da iniciativa.

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Feira da Economia Solidária Comunitária


Por Adriane Gama

Foi um mês de reuniões e articulações com a comunidade e lideranças na Casa Brasil de Santarém com o propósito de reconhecer e identificar protagonistas autônomos que geram renda com seus próprios trabalhos culturais, para participar da I Feira Cultura Digital dos Bairros, no Centro de Formação. Após esse grande contato, o resultado não poderiam ter sido diferente, foi um um festival de diversidade de produtos artesanais e ornamentais durante três dias na Feira, promovido pelo Pontão de Cultura Digital do Tapajós – PSA e Puraqué. A comunidade da grande Área do Santarenzinho e do Maracanã aderiu o evento, expondo todo o seu talento regional através da Feira de Economia Solidária, reunindo vários comunitários, mostrando que tem grande potencial econômico nesta região que vai desde os trabalhos de crochê, cestaria, biscuit, sandália, bijouterias, até produtos alimentícios como vatapá, tacacá e bolo de tapioca.

Um exemplo de economia solidária, força de vontade e confiança, é o exemplo dos irmãos Nogueira, dois jovens do bairro do Maracanã I que arragaçaram as mangas literalmente, e após terem conseguido um financiamento do credPará, através do governo do estado, estão aproveitando essa oportunidade para gerar renda familiar através da costura e designer. Atualmente, estão se aperfeiçoando para que seu rendimento multiplique e garanta uma qualidade de vida melhor. Lucélia e Lucivaldo Nogueira conta que “não muito tempo atrás, nossos moldes e manequins eram feitos de papelão, porque não era viável economicamente, agora com recursos compramos máquinas, manequins e uma mini filial de confecções no bairro”. Na Feira, os irmãos Nogueira tiveram destaque ao realizar um desfile de moda, no palco com modelos da comunidade, demonstrando com muito charme e modernidade, sua coleção de roupas criadas por esses empreendedores.

Nesta Feira, a terceira idade teve seu espaço garantido, como um grupo de senhoras da terceira idade do bairro do Santarenzinho que nunca tinham participado de um evento, conta que talento tem de sobra, só não tinha reconhecimento maior do seus artesanatos. Já o caso do escritor Dídimo, morador do bairro Maracanã, um senhor apaixonado pela leitura, mostra com orgulho os seus livros que abordam temas como drogas, álcool, auto-ajuda até a emancipação do estado do Tapajós, e conta que precisa de mais apoio para divulgar suas obras e valorizar seu trabalho popular literário. Além disso, estavam participando manicures, estudantes de curso de cabeleireiros e do experiente projeto Santa Flor, com exposição de várias espécies de plantas, que puderam mostrar suas habilidades de trabalho.

Histórias de economia solidária estão por todas comunidades da Amazônia. A Cultura Digital vem somar com esse viés no sentido de fortalecer o colaborativismo e coletividade na geração de renda familiar, utilizando ferramentas tecnológicas para divulgar e otimizar trabalhos regionais sem atravessadores, de maneira justa e direta, além de contribuir com o crescimento econômico da comunidade.



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Grupo de teatro da Casa Brasil de Santarém estreia na noite cultural da FCDB


A trupe de teatro da Casa Brasil de Santarém, coordenada por Adriane Gama, veio se preparando durante um mês antecipado para se apresentar com muita alegria e espontaneidade no palco da I Feira Cultura Digital dos Bairros, nas duas noites culturais. Trata-se da perfomance teatral da peça “Deu uma louca nos contos de fadas”, dando vida a personagens um tanto fora dos padrões tradicionais das fábulas infantis, ótimo tempero para aguçar a imaginação e divertimento coletivo.

Apesar de ser um récem grupo de teatro amador, essa turma composta por jovens da equipe, voluntários e parceiros da Casa Brasil, se entregaram com muita dedicação e orgulho. É a segunda vez que essa trupe faz uma apresentação em forma de Contação de História Dramatizada, a primeira aconteceu no Dia das Crianças do ano passado para a turma do Curumim Digital, programa sócio-digital para crianças entre 9 a 11 anos, da Casa Brasil de Santarém.

Agora em outro momento, com um público bem maior, a expectativa de todos foi de confiança e cumplicidade. Segundo a aluna da Casa Brasil, Nayara Tallita disse que essa experiência “foi um grande desafio pois tivemos pouco tempo para ensaiar e não somos profissionais. Conseguimos encarar não só o público infantil, como também jovens e adultos, graças ao nosso empenho e dedicação, além de termos nos divertido bastante. Foi uma sensação única, as pessoas comentavam sobre o meu personagem toda hora, a bruxa “Malvada”, amei ser vilã!”

Vamos agora elencar quem é quem, nesta história avessa de contos de fadas, mas com final surpreendente e alegre:

Fadas:
Margarida- Eula Paula Pereira

Rosa- Eliane Canté
Hortência- Mariane Pimentel

Princesas:
Juliet- Aline Cristina
Bricinei- Abiene Pereira

Bruxas:
Malvada- Nayara Tallita
Ruim- Rogério Marques
Piorainda- Susan Kelmy

Curupira: Edu Costa

Mordomo babá: Carlos Rodrigues ( Arê singuelê)

Narradora: Adriane Gama

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CyberXibé e conectividade comunitária


Um espaço digital muito comentado e apreciado pela comunidade, foi sem dúvida o cyberxibé, um telecentro aberto e gratuito  com software livre, dentro da Feira Cultura Digital dos Bairros, mesclado com máquinas novas do Pontão de Cultura do Tapajós, infocentros e de computadores metareciclados da Casa Puraqué, conectados simultaneamente a um ponto de acesso livre de internet com banda larga, cedido gentilmente pelo parceiro NavegaPará, programa sócio-digital do governo do estado.

A curiosa palavra xibé, vem do nome dado a um caldo a base de farinha de mandioca, de sabor peculiar muito conhecida pelos caboclos da Amazônia. Trata-se de uma mistura energética que tem como ingredientes principais: farinha, água, sal e pimenta de cheiro, e segundo as pessoas que bebem este alimento, dizem ser um fortificante caseiro para quem estar convalescendo.

Embalados a essa crença cultural, parece que de fato, isso se concretizou na Feira Cultura Digital dos Bairros. As pessoas que passaram por esse espaço de entretenimento, mais de 1000 visitantes (entre crianças, jovens e adultos), durante os três dias do evento, saíram de lá elétricos e abastecidos, com gosto de querer aproveitar muito mais esse momento. É a cultura popular e digital se encontrando e despertando a comunidade para a Era do conhecimento e da informação.

Aproveitando o ensejo final, um super parabéns à equipe Puraqué, pelo rápido trabalho de montagem dos computadores no local da Feira, aos monitores voluntários da Casa Brasil e ao artista em grafite Sarmento, pela faixa produzida especialmente para o cyberxibé comunitário!

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Árvore do Conhecimento agita crianças e adultos no espaço Casa Brasil


Por Adriane Gama

A leitura é a melhor amiga da imaginação!

A equipe Casa Brasil de Santarém, pelo módulo Sala de leitura, preparou o ambiente super agradável, durante o dia, para receber os visitantes ilustres mais esperados: as crianças das escolas municipais e das dez comunidades da Grande Área do Santarenzinho e do Maracanã. A árvore do conhecimento volta com tudo desde a sua última participação no evento “Praça Cultura da Cidadania”, ocorrido em agosto do ano passado, na Praça do Santarenzinho. Nesta edição, ela retorna com seu toque de imaginação que encantou e alimentou a criançada com seus “frutos-livros”.

Nesse espaço lúdico e de leitura, houve a participacão de mais de 400 pessoas entre crianças, adolescentes, professores e pais, onde este público recebeu a atenção das monitoras (Mariane, Abiene, Eliane e Alessandra), através das atividades de contação de história, mediação de leitura, desenho e de brinde, pintura no rosto para marcar sua presença neste cantinho da leitura na Feira Cultura Digital dos Bairros. No final das tardes dos dias 8 e 9 de abril, este mesmo espaço se tornou um camarim para que os personagens da peça teatral “Deu uma louca nos contos de fadas”, ganhassem vida, com a trupe de teatro amador, formado pela equipe, voluntários, alunas da Casa Brasil de Santarém.

Na I Feira Cultura Digital dos Bairros, estiveram presentes também com seus espaços educativos e de lazer, nossos parceiros da leitura: Ponto de Cultura da OCA, de Alter-do-chão e a Biblioteca Municipal de Santarém, coordenados respectivamente pela Vândria e Zélia.

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