Posts tagged Moeda Social Muiraquitã

Coletivo Puraqué está na final do Prêmio Tecnologia Social da FBB


Por Adriane Gama

A Fundação Banco do Brasil divulgou a lista com as 27 tecnologias sociais que irão compor o grupo de finalistas da edição 2011 do Prêmio. Essa é a segunda etapa da premiação, que certifica e reconhece iniciativas que promovem soluções sociais em todo o país. Entre elas está a Moeda Social Muiraquitã, tecnologia social que foi desenvolvida pelo Coletivo Puraqué, do qual fazem parte entre outras pessoas Cintia Araújo (Turma Cacoal), Tarcísio Ferreira (Oiapoque), Adriane Gama (Turma Bacuri), Jéssica de Paula (Turma Algodoal) e Jader Gama (Turma Caroebe), todos tutores e tutoras do Pólo Norte/UFPA do programa Telecentros.BR.

A Tecnologia Social que concorre ao Prêmio surgiu de um Projeto Comunitário que faz um remixe entre cultura digital, metareciclagem, resíduos sólidos e economia solidária, e está transformando para melhor a realidade das pessoas que vivem na grande Área do Santarenzinho e Maracanã no município de Santarém. Com a moeda que pode ser adquirida a partir da coleta seletiva de resíduos sólidos jovens destes bairros periféricos estão podendo adquirir produtos e serviços que vão desde oficinas até computadores metareciclados.

O Prêmio está em sua sexta edição e recebeu 1116 inscrições. Serão nove prêmios no valor de R$ 80 mil cada – cinco para as categorias regionais (um para cada região do País) e um para cada categoria especial: “Direitos da Criança e do Adolescente e Protagonismo Juvenil”; “Gestão de Recursos Hídricos”; “Participação das Mulheres na Gestão de Tecnologias Sociais”; e uma nova categoria: “Tecnologia Social na Construção de Políticas Públicas para a Erradicação da Pobreza”. O Prêmio conta com o patrocínio da Petrobrás e parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Unesco e da KPMG Auditores Independentes.

Concedido a cada dois anos, a premiação tem como objetivo identificar, certificar, premiar e difundir Tecnologias Sociais já aplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional e que sejam efetivas na solução de questões relativas à alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde. A premiação das nove vencedoras acontecerá hoje dia 22 de novembro, em uma Cerimônia em Brasília/ DF e poderá ser acompanhada neste link.

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Jovens CodeirXs recebem oficialmente computadores metareciclados


No dia 26 de setembro, Nadson Silva e Wendryo Junior, dois representantes do programa Jovens CodeirXs da Casa Brasil e do Coletivo Puraqué, receberam no recente espaço do Cyberxibé, dois computadores metareciclados, processador pentium3 /733, HD de 80Gb, memória ram 356 com placa-mãe off board, financiados pelo Banco Muiraquitã, os quais os jovens terão o compromisso de pagar essas máquinas com moedas muiraquitãs, parceladamente, em forma de participar como colaboradores de oficinas e palestras de cultura digital, metareciclagem e criação de blogs além de apoiar as aulas de programação.

 A entrega foi feita oficialmente pelo Coordenador da India, mantenedora do Banco Muiraquitã e pela Coordenadora da Casa Brasil de Santarém, Adriane Gama. Estavam presentes ainda colaboradores intelectuais, jovens codeirXs e Jader Gama, do Coletivo Puraqué. Para o jovem CodeirX Wendryo é muito gratificante receber uma máquina feita por ele mesmo, afirmando que “agora vou poder estudar melhor em casa também, aprender mais e ajudar outras pessoas, contribuindo com meus conhecimentos”. Já para o programador aprendiz Nadson disse que “pretendo usar essa máquina para estudos, pois vai servir de muito utilidade e espero que esse projeto possa está oportunizando mais doações para outros jovens, como eu e o Wendryo.”

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Experiências de Cultura Digital na Amazônia no II FCDB


Na tarde do dia 16 de novembro, no espaço do auditório Petrobrás da Cinemateca, em São Paulo, foi realizada o encontro de projetos sócio-digitais da Amazônia que foram convidados pelo II Fórum de Cultura Digital Brasileira para falar das experiências das ações desenvolvidas na região norte. Representantes do Coletivo Puraqué, Casa Brasil de Santarém, Projeto Saúde e Alegria, Pontão de Cultura Digital do Tapajós, da cidade de Santarém e Drumbeat Amazônia, de Belém puderam apresentar suas atividades e metodologia peculiares com cultura digital amazônica.


Em forma de roda de conversa, Jader Gama, do Coletivo Puraqué, começou sua fala com uma música Se soubesse que tu vinhas, do cantor santareno, Chico Malta, demonstrando muito bem o jeito paraense de ser. Em seguida, a Coordenadora da Casa Brasil de Santarém, Adriane Gama, foi convidada para falar da experiência da Unidade que deu muito certo no interior do Pará, ampliando cada vez mais, o trabalho de cultura digital em uma área periférica que abrange 10 bairros, com a atuação forte da participação comunitária e do Conselho gestor, utilizando a metodologia puraqueana, baseada em Paulo Freire, ensinando e aprendendo a partir da sua realidade.


Segundo a Coordenadora da CBS, “as ações sócio-digitais, como o Cineclube 1ª Estação, as oficinas de conhecimentos livres com temas geradores de cidadania, campanhas de educação ambiental, programas como o Curumim Digital e o MID (Melhor Idade Digital), a nova equipe de Comunicadores Digitais Juvenis e a internet do NavegaPara, serviram de base para a democratização do conhecimento e informação para as pessoas que participam diretamente e comunidade em geral nesse espaço, contribuindo com o diálogo direto coletivo, protagonismo social, intervenção de novas ideias e consciência crítica dentro dessa nova era digital.

Claúdio Prado segurando a Moeda Social Muiraquitã Santarena

 

O coletivo Puraqué, representados pelo Marcelo Lobato e Jader Gama, por sua vez, mostrou toda a experiência de quase 10 anos de trabalho com cidadania, educação ambiental, economia solidária, inclusão e cultura digital, através de sua metodologia freiriana e oficinas digitais que realizam nos laboratórios dos telecentros das escolas municipais de Santarém até nas regiões ribeirinhas. O destaque maior foi para a realização da I Feira de Cultura Digital dos Bairros e da Moeda Social Muiraquitã, a qual é trocada por garrafas pets pela comunidade.

Na sequência, Paulo Lima, do Projeto Saúde e Alegria fez uma apresentação de todas ações de comunicação, de economia solidária, de saúde e de cultura digital realizadas diretamente nas comunidades ribeirinhas através da educação popular e ludicidade, como o Gran Circo Mocorongo. Por fim, Luciano Santabrigida, da Drumbeat Amazônia, fecha a exposição amazônica, abordando esse evento que visa discutir e promover a internet aberta com uso democrático e consciente da rede.

Acompanhe uma parte da conversa dessas experiências de cultura digital na Amazônia:

http://vimeo.com/16899248

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Moeda Social pode fortalecer economia na comunidade


Por Juliane Oliveira

Pensar em economia forte e que some no crescimento da comunidade foi um dos temas do debate sobre Economia Solidária e Cultura Digital na I Feira Cultura Digital dos Bairros que reuniu os artesãos que estão vendendo seus produtos na feira e ativistas da Cultura Digital dos estados de Roraima, Pará e Amazonas.

A principal proposta apresentada no debate foi a Moeda Social Muiraquitã. De acordo com Jader Gama, do projeto Puraqué, o objetivo da moeda é motivar a comunidade no fortalecimento das suas iniciativas e gerar renda dentro da propria comunidade. Uma das idéias levantadas é o uso da moeda na relação entre as organizações presentes no evento, a exemplo do que já vem sendo realizado pelo Projeto Puraqué. Qualquer pessoa interessada em participar dos cursos de informática e software livre oferecidos pelo projeto podem fazer a matrìcula que custam até R$ 30,00 usando as moedas sociais Muiraquitã que estão sendo trocadas durante a feira por garrafas pets. Posteriormente essas garrafas serão vendidas e o dinheiro revestido nas atividades do projeto.

A comunidade conheceu a moeda já na I Feira Cultura Digital dos Bairros e já aprovou o movimento. “A moeda é um símbolo muito forte porque vai trabalhar essa relação interpessoal e faz com que busquemos parcerias para crescimento da comunidade. É simples entender o método que estamos aplicando aqui [na Feira Cultura Digital de Bairros] vai nos dar subsídios para a relação com a economia solidaria.

Apoio

Prova de que o uso da Moeda Social MUiraquitã é possível, é o apoio recebido da Ótica Xingú. A empresa de atuação no mercado santareno conheceu o projeto e deciciu fazer parte. Por telefone, Marco Aurélio – gerente da ótica, anunciou que acreditou na credibilidade da moeda e por isso resolveu apoiar o projeto. “Aceitamos o projeto para valorizar a iniciativa desses pessoas de estarem recolhendo essas garrafas pets. E assim garantir que tenham mais acesso a essas iniciativas” – disse.

De inicio, cada moeda vai valer um real e quando atingido o valor dos produtos ofertados na empresa, o cliente poderá utilizar dos seus muiraquitãs para efetuar o pagamento.

20 pets = 1 muiraquitã

Quase três mil pets já foram entregues durante a feira e trocados pela Moeda Social Muiraquitã. A cada 20 pets o ‘contribuinte’ recebe uma moeda no valor de um real. As moedas podem ser trocadas por rifas para concorrer a pendrives ou um computador. Ou então guarda e junta com novas moedas para participar de cursos oferecidos pelo Projeto Puraqué ou em outras entidades parceiras da iniciativa.

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Lançamento da Moeda Social Muiraquitã


Por Juliane Oliveira

Ativistas da cultura digital, comunitários da grande área do Santarenzinho e convidados participaram, no dia 7 de abril, do lançamento da Moeda Social Muiraquitã durante a abertura da Feira da Cultura Digital dos Bairros e Comunidades.

A proposta une o conceito de economia solidária, educação ambiental e cultura digital, incentivando as pessoas a pensarem novas formas de economia que sejam mais justas, que respeitem o meio ambiente e novas formas de inclusão social. O nome dado à moeda, Muiraquitã, valoriza a cultura local, pois o Muirauitã era produzido pelos índios da região como pequenos objetos, geralmente representando uma rã, símbolo de sorte e fertilidade.

A Moeda Muiraquitã foi confeccionada artesanalmente, com barro, mas seu principal valor está  no objetivo de sua utilização, como troca ou bônus que pode promover a educação ambiental ao mesmo tempo em que abre portas para novos conhecimentos no mundo da cultura digital. É como explica um dos idealizadores da Moeda Social, Jader Gama, coordenador do Projeto Puraqué. “Nossa proposta é que a pessoa junte garrafas pets da sua casa, da sua rua, evitando aumentar a poluição ambiental.  A cada 20 pets, a pessoa pode trocar por uma moeda Muiraquitã que dá direito a uma rifa para concorrer a pendrives e a um computador que serão sorteados durante a feira”.

A moeda também vai valer para pagar matriculas e mensalidades das oficinas ofertadas no Projeto Puraqué e Pontão de Cultura do Tapajós, e em outras entidades que trabalham com inclusão digital. A idéia é garantir a circulação da moeda social mesmo depois da Feira da Cultura Digital nos Bairros. Mais de 1000 garrafas pets foram entregues na Feira durante os três dias de atividades. Um espaço foi montado no Centro de Formação da Paróquia N. Sra. Do Rosário (ASAT) , bairro do Santarenzinho, para receber o trocar as moedas.

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Lançamento da Feira Cultura Digital dos Bairros


Aconteceu no dia 24 de março, no espaço livre do Pontão de Cultura Digital do Tapajós, o lançamento da Feira Cultura Digital dos Bairros, com a participacão dos alunos de Informática Básica do Pontão, Coordenadores do evento (Casa Puraqué e Projeto Saúde e Alegria), parceiros (Casa Brasil, representantes das associações dos bairros da Grande Área) e impressa midiática local. Esse evento digital popular acontecerá primeiramente na Grande área do Santarenzinho e do Maracanã, nos dias 7, 8 e 9 de abril, com as ações principais, envolvendo: Tecnologia e Economia Solidária, além do lançamento da moeda social “Muiraquitã”. No final da apresentação oficial da Feira, foi servido um delicioso coquetel para os convidados presentes.

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