III Encontro dos Tutores do Pólo Norte em Belém


Foi realizado em Belém, na UFPA, no dia 14 de abril, o III Encontro de Tutores do Pólo Regional Norte do programa federal Telecentros BR, contando com a participação da coordenação, supervisores e 14 Tutores do Pará (Belém, Santarém, Marabá) e do Acre. Com um poema de boas vindas, “Todos somos educadores?”, o evento com a programação de um dia inteiro, foi marcado com trabalhos em grupos, diálogos e troca de experiências, bem como discutir o papel dos tutores como educadores sócio-digitais com os monitores do norte, em plena Amazônia.

Educador social

Um dos temas centrais abordados neste encontro foi a importância do educador social, no texto da socióloga Maria da Glória Gohn, com o artigo “Educação não-formal, educador(a) social e projetos sociais de inclusão social”, considerando o tutor muito mais que um animador social ou de um grupo, mas aquele que desenvolve em prática o mediador ativo, interativo e perceptivo neste processo de ensino-aprendizagem da formação à distância do Telecentros BR, desafiando o grupo de participantes formado por monitores, para a descoberta dos contextos de acordo com sua realidade e fortalecendo as redes sociais locais. Participar do processo de construção coletiva, trazendo consigo o diálogo de mão dupla, fio condutor da formação e da comunicação. Mostrar que o espontâneo existe no momento da criação, mas que seu trabalho deve ter sempre em mãos: princípios, métodos e metodologias de trabalho.

No segundo momento, à tarde, a professora Auxiliadora abordou sobre educação, pedagogia social, que tem como objeto a educação social. Por sua vez, o professor Doriedson abordou sobre letramento digital e facebook, rede social de informação. A partir daí, foram discutidas várias ações feitas pelos tutores para auxiliarem seus monitores como: trazer textos para os cursistas lerem e interpretarem e ter acessos de outros objetos de conhecimentos, como textos, audiovisuais, retextualizando esses objetos. O coordenador pedagógico, Ronaldo Lima, fez uma síntese das funções e atribuições do tutor, bem como apresentou resultados da avaliaçao do trabalho dos tutores, nos últimos dez meses e novos desafios colocados para os tutores do pólo amazônia.

Com a palavra, os tutores e tutoras também puderam contribuir dialogando suas conquistas, desafios de se trabalhar com cultura digital na Amazônia, bem como apresentar suas dificuldades, como a situação da baixa conexão de internet na região, dificultando o trabalho e sugerindo uma versão download – produção de atividades alternativas ou CD-Room para conteúdo off-line. Foi apresentado também exemplos de planilhas de atividades para monitores e mudanças na visualizaçao do tutor como monitor para auxiliá-los com mais facilidade. Para a tutora Adriane Gama, é preciso que “haja uma sensibilidade maior do tutor em compreender as necessidades dos monitores e de sua comunidade, a técnica existe mas o afeto é essencial para essa nova parceria que mesmo à distância traz grandes retornos para os espaços digitais de cidadania.”

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