Documentário Polo Norte Telecentros BR em Santarém


Com o apoio logístico do Coletivo Puraqué, Pontão Tapajós, Projeto Saúde e Alegria e Tutores de Santarém, a cidade de Santarém, neste início do mês, foi uma das cidades contempladas para participar da gravação das filmagens do Documentário “Doc RUMO NORTE” do grupo Monitores Pólo Norte Telecentros.Br, coordenadas pelos ativistas de rede, Francisco Weyl e Armando Lima. O objetivo desse documentário é reunir as experiências de inclusão e cultura digital dos monitores e seus telecentros peculiares espalhados por cada parte dessa imensa Amazônia. A primeira parada foi na cidade de Rio Branco, viajando alguns municípios como Epitaciolândia, fronteira do Brasil e Bolívia.

A ideia era viajar para Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Roraima e Pará, ressalta Chico Weyl. “O norte tão perto e ao mesmo tempo tão longe e muito mais caro pelo que nossa luta há de ser intensa para que nos conheçamos e assim nos defendamos nesta imensa floresta de rios sem fim que também escrevem e singram terras sagradas”, afirma o ativista de comunicação do Pólo Norte. A finalidade do filme é ressaltar o que cada telecentro proporciona para sua região, como o caso de Santarém, o qual tem uma forte influência de um trabalho com cultura digital e ativismo em software livre. Além de conhecer de perto a realidade de cada telecentro amazônico, é importante retratar os temas como Políticas públicas, direito à Banda Larga, fibralização da amazônia com fibras óticas por todas as partes do norte do Brasil, fortalecendo assim as ações de cultura digital comunitárias e colaborativas.

A programação oficial da equipe do Doc Rumo Norte em Santarém, aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, onde o primeiro momento foi se alojar no Casa Puraqué e fazer a pré-produção das atividades. No segundo dia, no Pontão de Cultura Digital do Tapajós foi realizado um encontro com os tutores e monitores santarenos, a partir das 9h, para falar sobre as perspectivas e o impacto direto do projeto Telecentros BR nas comunidades amazônicas. Neste mesmo dia, a equipe viajou para Suruacá, uma comunidade ribeirinha, localizada na Reserva Extrativista, a 4 horas de barco, para entrar em contato com a realidade dos telecentros que ficam dentro da floresta, fazendo filmagens e entrevistas com os monitores e gestores deste exuberante local.

Em Santarém, a dinâmica das filmagens foi criar um texto único de acordo com a nossa realidade onde cada um falou uma parte dele, assim, na montagem final, todos digam a mesma frase. É esperar o inédito resultado! No último dia, houve a pós-produção, para seguir o seu percusso rumo a Altamira, uma área em conflito social por causa da construção da hidrelétrica Belo Monte. Para a tutora Adriane Gama, da turma Bacuri, destacou a importância do Telecentros BR, “que apesar da distância geográfica e a falta ainda de muitos pontos de conexão de internet, este conseguiu contribuir com o fortalecimento do movimento da cultura digital genuinamente amazônico, promovendo a comunicação e o conhecimento direto do povo da região norte, através dos espaços digitais: os telecentros e dos multiplicadores da informação: os monitores sociais.

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