Oficinas de Cineclube em Santarém no III FASOL


Por Adriane Gama

“Cineclube é um movimento de intervenção social, de diálogo, de coletividade, muito diferente de um cinema comercial”, com essa frase de Francisco Weyl, Presidente da PARACINE – Federação Paraense de Cineclube, começou a oficina de cineclubismo, no último dia 31 de agosto, na sala Samaúma, IFPA, no III FASOL, reunindo vários cineclubistas regionais, ilustrando como plano de fundo, o texto produzido do cineclubista Felipe Macedo, que está disponível no wiki ou no site do CNC. Esta oficina de cineclube faz uma retrospectiva histórica desse movimento que se originou nos anos 20, século XX, na França. Surgindo no Brasil, em 1929, com o cineclube ChaplinClub, no Rio de Janeiro e que tem como cineclube mais antigo, o Cine Porto, localizado em Portugal.

Cineclube é uma associação sem fins lucrativos que estimula seus membros a ver, discutir e refletir sobre o cinema. A ideia então é desconstruir algo que já está formado no cinema atual, a qual as pessoas podem alavancar uma revolução cineclubista na amazônia. Cineastas como Glauber Rocha, Cacá Diegues, Jean-Luc Godard e Win Enders, foram citados neste encontro, revelando sua essência cinematográfica através dos seus filmes, democratizando o conteúdo dessa linguagem, tornando-a mais aberta e popular. Quanto mais as pessoas se juntam para ver um bom filme e finaliza com uma boa roda de conversa, o cineclube acontece, muitas vezes, até mesmo sem perceber que elas estão praticando cineclubismo.

Interagindo com esse assunto, Chico Weyl apresentou as 3 leis sagradas do cineclubismo: Cineclube não tem fins lucrativos. O cineclube tem uma estrutura democrática. O cineclube tem um compromisso cultural e ético. Para a cineclubista Adriane Gama, Coordenadora do Cine 1ª Estação, da Casa Brasil de Santarém, disse que “a função do Cineclube além do dialogar e de permitir o acesso a filmes, é contribuir com a produção coletiva, usando criatividade e e se apropriando de ferramentas digitais livres que se tornam de fato, ferramentas de transformação social. No final deste encontro, Arthur Leandro, Diretor Regional do Norte do CNC e do Cineclube Rede [Aparelho] falou da importância de se criar espaços democráticos que utilizem o cinema como forma de conhecimento que se aprende e constrói coletivamente, “Uma oficina de cineclube é uma roda de fazer junto”. Agora é com você: Que tal formar um cineclube na sua comunidade?

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1 Response so far »

  1. 1

    poxa não participei!!!!!”””””””””
    Que pena!!!!!!!!!


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