Luz, Câmera, Ação com Fernando Segtowick


Por Eliane Canté

Nos dias 11, 12 e 13 de fevereiro, aconteceu no auditório da Casa Brasil de Santarém, a 4ª e última t emporada do Curto em Circuito, com a oficina de direção, onde tivemos a honra de ter como facilitador o diretor Fernando Segtowick, diretor do curta Paraense Matinta, premiado no edital de curta-metragem do Ministério da Cultura no ano de 2009. Seu trabalho já foi exibido em vários estados brasileiros e também no exterior.

Agora vamos conhecer um pouco mais sobre Fernando Segtowick.

CBS– Quem é Fernando?

Fernando– Sou Paraense, amo a minha terra, sou um cara apaixonado por cinema, onde através dessa ferramenta procuro mostrar as riquezas do meu estado, os pontos positivos e negativos da minha região e os filmes sobre Belém. Sou formado em jornalismo pela Universidade Federal do Pará, estudei na New York Film Academy nos Estados Unidos em curso específico de cinema. Desde de criança gosto de cinema e participei de vários cineclubismo. Iniciei o meu trabalho hà 10 anos atrás, o meu primeiro curta foi “Dias” produzido no ano de 2000.

CBS– Como é ser um Cineasta Paraense?

Fernando– Ser cineasta não é uma tarefa muito fácil, como em outros trabalhos, sempre temos que está nos atualizando e se especializando. As vezes eu acho que sou doido, pois é uma profissão muito difícil e custa muito caro, tem que haver muita força de vontade. Quando pessoas dizem pra mim que é impossível, que não vai dá certo, é aí que eu tenho mais ousadia, coragem e força pra continuar o meu trabalho…

CBS- Quantas produções você já fez?

Fernando– Já dirigi vários comerciais, vídeos institucionais e documentários, já produzi cinco curtas, no qual o meu primeiro foi “Dias”, e o mais recente “Matinta”. Gosto de todos os meus trabalhos e cada um tem um significado na minha vida, mas com certeza Matinta foi até agora o meu melhor filme, as vezes me pergunto se o próximo filme que eu produzir será melhor que o atual, mas sei que cada trabalho é melhor que o outro, pois as experiências que você tem em cada um deles aumenta.

CBS- Fale um pouco sobre a essência do filme Matinta.

Fernando– Matinta é um filme onde retrata a versão da lenda amazônica, um filme de suspense com uma pitada de romance.

CBS- O que você achou da oficina na Casa Brasil?

Fernando- Eu gostei muito da oficina, a articulação e a relação com a mídia digital e as pessoas, que fizeram parte da oficina foi muito boa, o primeiro dia pra mim foi maravilhoso, pois fizemos uma atividade que foi muito legal, todos participaram houve um bom entrosamento da turma, e eu tenho certeza que eles gostaram.

CBS– Na sua opinião você acha que temos condição de produzir um filme?

Fernando– Sim, produzir um filme é muito mais que equipamentos, é preparação, produção e muito empenho, cada dia vivendo em um processo de melhorias, e se aperfeiçoando no que faz.

CBS- Sobre o Curta em Circuito em Santarém?

Fernando- É o fechamento de um ciclo, quero vim mais vezes em Santarém e poder ministrar essas e outras oficinas para várias pessoas de lugares diferentes, com a possibilidade de repassar todo o meu conhecimento sobre a direção de roteiro e cinema paraense e de outros lugares.

CBS- Importância do cineclubismo num espaço como a Casa Brasil?

Fernando– Assistir um bom filme e poder debatê-lo, é uma iniciativa muito boa, pois mostra a realidade de um povo, levando sua cultura e história para o mundo todo.

CBS– Quais serão as suas próximas atividades cinematográfica?

Fernando– Estou finalizando um filme de manejo florestal, vou está divulgando o filme Matinta em outros lugares, e em breve estarei na direção uma longa.

CBS- Quando será sua volta?

Fernando– Quando me chamarem de novo eu volto, fico a espera de um convite. Agora quero vim pra Santarém, pra passear na linda praia de Alter do chão com a minha família, no momento tenho vindo mais pelo trabalho, e não temos tanto tempo para visitarmos lugares como Alter, que na minha opinião é a praia mais linda do mundo.

CBS- Sua palavra de incentivo.

Fernando- Sempre falo que ninguém começa fazendo um filme grande, eu fiz várias oficinas me especializei de várias maneiras, sempre começamos do pouco, o incentivo é “Ter força de vontade e fazer”.

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