Cineclube 1ª Estação apresentou curta metragem paraense: Matinta


Por Adriane Gama

Quem é daqui do mato, tem que ter muito cuidado com o encantando, quem quer ter paz na vida não se mete com Matinta. Mesmo na morte, a bicha é traiçoeira, se responder o chamado dela, não tem reza que dê jeito, tá com fardo de virar Matinta.”

Com dois finais de semana seguidos de oficinas do Curta em Circuito cineclubismo, o auditório da Casa Brasil de Santarém, no sábado, dia 12 de fevereiro, foi mais uma vez palco de ação do Cineclube 1ª Estação. Dessa vez, a cena especial foi marcada como a primeira sessão com direito a presença de um diretor cinematográfico. Trata-se do cineasta paraense, Fernando Segtowick, que veio a Santarém, pelo programa, facilitar a oficina de Direção Geral, aproveitando o momento para divulgar e exibir, no nosso cineclube, o seu mais recente curta chamado “Matinta”, contando com a participação em peso da comunidade, a qual teve a oportunidade de conversar e conhecer de perto um trabalho cinematográfico de um profissional apaixonado pela 7ª arte.

O filme Matinta (2010) é um curta-metragem produzida no Pará, vencedora de dois prêmios do Festival de Gramado, em Brasília no ano passado, como Melhor atriz, Dira Paes e Melhor Som. O curta narra a história de uma comunidade assombrada por acontecimentos misteriosos, desde que a mulher de Felício (Adriano Barroso) foi ferida na mata inexplicavelmente, e a partir daí, fica muito doente. Com a ajuda da curandeira misteriosa da vila, descobrem que essa doença não passa de uma feitiçaria feita pela matinta (Dira Paes), um mito amazônico popular, a qual está vivendo junto com as pessoas naquele lugar, tudo porque alguém de lá, por coincidência ou não disse “eu quero”. Com muito suspense e surpresas, depois desse curta muita gente ficou com receio de dizer esta afirmação.

Sob aplausos no final do filme, Segtowick participou junto com os espectadores presentes, de uma roda de conversa que contagiou os participantes que tinha muita curiosidade de saber sobre a técnica de dirigir, atuação dos atores e a primeira experiência com cinema das pessoas da comunidade onde foi realizada o curta. Teve até uma crítica descontraída, do comunitário Manoel Santos, 50 anos, dizendo que sentiu falta do tabaco da Matinta, e o cineasta, por sua vez, respondeu dizendo que a ideia do filme era trabalhar a lenda amazônica com uma outra visão sem perder a essência do conto popular, contada e vivida pelo avô. Já o senhor Tadeu disse que em um momento do filme realmente se assustou, ressaltando que “o cinema tem essa função mesmo, de transportar as pessoas para a tela mágica. Este filme traduziu isso fortemente.”

Em março, cineclube 1ª Estação volta com mais emoções. Até a próxima!

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1 Response so far »

  1. 1

    mirian said,

    muito legal uma metragem das lendas paraenses. nao sei se é verdade mas me pareceu bastante real a ponto de dar medo..


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