Primeira Conferência Mundial de Cineclubismo no Brasil


 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Cineclube 1ª Estação da Casa Brasil de Santarém, representada pela Coordenadora da Unidade, Adriane Gama, esteve participando como delegada e Conselheira do CNC, pela Federação PARACINE, das discussões cineclubistas, na 28ª Jornada Nacional de Cineclubes e paralelamente da 3ª Conferência Mundial de Cineclubismo, em Recife, nos dias 5 a 9 de dezembro de 2010. Para conhecer melhor sobre esse primeiro encontro internacional em terras brasileiras e suas iniciativas audiovisuais, confira esse texto produzido pela coordenação nacional do evento.

3ª Conferência Mundial de Cineclubismo

8 e 9 de dezembro de 2010

Recife, PE Brasil

A Conferência Mundial do Cineclubismo é uma plataforma de difusão para promotores da cultura cinematográfica do mundo todo. Seus participantes formam parte da comunidade associada à Federação Internacional de Cineclubes e a diversas redes de gestão cultural, educação e pesquisa. A ideia de difundir e promover pesquisas e atividades cineclubistas vem da necessidade de conhecer e aprofundar os estudos culturais sobre o cinema e o público. Através da exposição de pôsteres, documentos e materiais audiovisuais, se fomenta a valorização do trabalho não apenas estético, mas também oral e social que os cineclubes realizam de forma permanente.

A Terceira Conferência Mundial do Cineclubismo recobra a importância de fomentar o diálogo entre diversos cineclubes do mundo. Com duas edições realizadas no México, agora a conferência se dirige ao Brasil, levando experiências a nível mundial para serem pensadas e difundidas. Tomando em conta a diversidade que abarca o movimento cineclubista, a necessidade de compartir o conhecimento por todos os cantos do mundo torna-se evidente. Dessa forma a conferência aposta na sua continuidade e enfatiza a relevância de intercambiar ideias, disponibilizando materiais das edições prévias para alimentar futuros encontros.

A Terceira Conferência Mundial do Cineclubismo se realizará no marco da Assembleia Geral da FICC com o apoio do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros. Objetivos:

Incentivar e realizar estudos, reflexões e tarefas sobre os Direitos do Público um encontro entre cineclubes de diversas partes do mundo .

Apresentar trabalhos de pesquisa e divulgação de atividades cineclubista.

Desenvolver , construir e passar o lançamento de iniciativas de organização e difusão audiovisual e difundir um retrato dos cineclubes brasileiros uma mostra ibero-americana do catálogo Cinesud .

Promover e oferecer plataformas e modelos de formação para promotores culturais do audiovisual uma mostra de jornais, documentos, pôsteres, vídeos e fotografias sobre o cineclubismo

Compartir, documentar e divulgar as memórias e experiências de cineclubes.

Contato

gaborodal@gmail.comhttp://cmcineclubismo.wordpress.com
Raízes e frutos da Conferência Mundial do Cineclubismo

Nos últimos 30 anos, ocorreram reuniões em diversas partes do mundo que fortaleceram políticas culturais que integraram o audiovisual a programas de cultura e educação. Em 1982, promulgou-se a Declaração do México sobre Políticas Culturais, com a participação da UNESCO, que se pronunciou a favor da identidade cultural, da dimensão cultural do desenvolvimento, da cultura, da democracia, do patrimônio cultural, da criação artística e intelectual, da educação artística, assim como das relações entre cultura, educação, ciência, comunicação. Também foram discutidos temas sobre planificação, administração e financiamento de atividades culturais e a cooperação cultural internacional. Em 1985 celebrou-se por primeira (e única) vez uma Assembleia Geral da FICC em Havana, Cuba, onde participaram inúmeros países. Na seguinte assembleia, celebrada na antiga Checoslováquia em 1987, a Federação Internacional de Cineclubes lançou a Carta de Tabor, na qual se reivindicaram os direitos do público à arte, à informação e à organização. Em 2008, durante a 1a Conferência Mundial do Cineclubismo, que se levou a cabo no México, se caracterizaram os desafios atuais do movimento cineclubista mundial. Retomou-se então, a Carta dos Direitos do Público para iniciar uma campanha de difusão e reivindicação, tocando leis, regulamentos e iniciativas de lei propostas em diversos países. Em 2008 realizou-se um congresso na Itália titulado “Os Direitos do Público através dos Direitos Humanos” e no 1o Encontro Internacional dos Direitos do Público em Atibaia SP, Brasil 2010, se concluiu que na prática do cineclubismo, são reafirmados os direitos culturais dos tratados internacionais. A promoção na Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Catalunha-Espanha, Itália e México, assim como a realização da 2a Conferência Mundial em agosto de 2009, permitiu desenhar um mapa do associacionismo cinematográfico, utilizando redes sociais e formatos digitais. A 3a edição busca enfocar o movimento internacional com representantes de todos os continentes, ressaltando a importância de comunicar, divulgar e reconhecer os benefícios que os cineclubes aportam à sociedade.

Edições Prévias

A CMC contou com o apoio de: IMCINE, INBA, Secretaria da Fazenda e do Crédito Público, Secretaria de Turismo do DF, Fideicomisso do Centro Histórico da Cidade do México, CONACULTA, Governo do Distrito Federal e da Embaixada da Espanha no México via a AECID. Entre os participantes estavam: Paolo Minuto, presidente da Federação Internacional de Cineclubes, Claudino de Jesus, presidente do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e vice-presidente da FICC; Cristina Marchese secretaria do grupo latino-americano da FICC e dirigente do Cineclube Santa Fé; Felipe Macedo, cineclubista e produtor cultural, autor do Pequeno Manual do cineclube; Fernando Henríquez, encargado de relações internacionais da Federação de Instituições de Cultura Cinematográfica do Uruguai; Fernando Osorio, ex-programador do cineclube da Casa de Cultura em Puebla, experto em conservação e restauração fílmica; Guy Desiré, presidente da Federação Burkinabe de Cineclubes; José Alfonso Suárez del Real, deputado da LX Legislatura; Inti Muñoz, ex-deputado da LIX Legislatura e presidente da Comissão de Cultura, Julio Lamaña, gestor da Federação Catalã de Cineclubes, director de Informação da FICC e co-organizador do catálogo Cinesud-Difusão de Filmes; Rafael Martínez, presidente da Federação Nacional de Cineclubes de Cuba; Sergio Marcano, roteirista, editor e diretor de documentários na Venezuela; Yenny Chaverra, funcionária da Direção de Cinema do Ministério de Cultura da Colômbia e Gabriel Rodríguez, historiador mexicano do cineclubismo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: