De braços dados com Kiki Mori


Por Eliane Canté

Entrevista com Cristina Kiomi Mori

CBS- Você foi uma das pessoas que esteve presente na transição da Casa Brasil para Santarém, como você se sente em está novamente nesse espaço?

KM- Eu me sinto muito feliz, em ver que o que traçamos e apostamos lá atrás, tem dado certo. Por muitas vezes me emocionei, pois alcançamos um de nossmente se sentem em casa. Quando morava em Santarém e trabalhava no PSA- Projeto Saúde e Alegria, eu era bastante envolvida com aos objetivos, o melhor é saber que tudo vem crescendo com qualidade, com uma filosofia que tem dado certo. Um trabalho que tem sido desenvolvido por muitas pessoas, envolvendo a comunidade e fazendo com que haja referência na sociedade, percebemos a alegria com que todos se referem à esse espaço, elas reals comunidades ribeirinhas, conversávamos com os moradores e presenciávamos a sua maneira de vida. Desde então eu não havia conhecido o Projeto Puraqué na pessoa de Jader Gama. Quando o conheci e traçamos planos para trazer o projeto para cidade de Santarém, pensamos justamente nessa comunhão com a sociedade, em um um projeto com a cara da região.

CBS – Em que você trabalha atualmente?

KM – No ano de 2005, comecei a trabalhar em projetos do Governo Federal, e a minha participação, fez com que eu me envolvesse mais projetos de Inclusão digital. Hoje sou Coordenadora Executiva dos Telecentros BR, tenho uma equipe no Ministério de Planejamento e trabalhamos com os polos regional e nacional da Rede Nacional de Formação para Inclusão Digital, e também com projetos que trabalham com computadores recondicionados e resíduos eletrônicos direcionados aos que consideram a inclusão social e digital.

CBS – O que é Telecentro BR?

KM – O Telecentro BR vem com o apoio de três ministérios: Ciência e Tecnologia, Planejamento e de Comunicações. O telecentro BR quer proporcionar o apoio à política dos telecentros, com computadores, bolsas para os monitores, que estejam vinculados em rede de formação para os bolsistas e não bolsistas. Queremos que os espaços tenham vida, que a sociedade esteja presente e envolvida, e que possamos servir a população. Os Telecentros BR com avaliação do Governo Federal, vem com a proposta de todos trabalharem juntos e aliados. O nosso alvo é de 10 mil Telecentros BR até o final de 2011.

CBS – Qual a Importância da Formação dos Tutores do Telecentro BR?

KM – Com a de aumentar o conhecimento, criar redes sociais importantes. A Formação dos Tutores vem fazer com que haja um grande caldo, de envolvimento e entrosamento dos multiplicadores de potência, que se possa estar contando com outras pessoas, ouvindo um ao outro, compartilhando e aumentando as riquezas de conhecimentos, se apropriando da tecnologia e repassando para sociedade. A Formação dos Tutores BR vem de início, trabalhando com as pessoas e instituições que já entendem sobre os assuntos, ou seja sobre Cultura Digital e sociedade.

CBS – Qual a sua expectativa sobre o Telecentro BR?

KM – A minha expectativa é que a gente consiga espalhar pelo Brasil essa forma criativa de produção de conteúdo, garantindo direitos e cidadania, e que através desse direito possamos atuar no mundo.

CBS – O seu olhar para Amazônia?

KM – Eu sempre digo que as Pessoas não lembram que na Amazônia tem pessoas, todo mundo fala por si. Penso na Amazônia com toda a sua diversidade, com grandes cidades, com tecnologia, e como um berço de grandes oportunidades, dando poder para as pessoas contar para o mundo o que realmente é a amazônia, com o olhar daqui, mostrando a realidade que se vive e de que se tem, com toda sua cultura e riqueza, com a capacidade de se comunicar, e com redes participativas. Com visão da verdadeira amazônia.

CBS – Quais são planos para sua vida?

KM – Quero que esse novo governo me dê a possibilidade de continuar fazendo o trabalho que tenho feito, criando pontes que nos ligam com novas pessoas, novos projetos, e novas oportunidades, trabalhando com pessoas diferentes, articulando com que sabe e com que não sabe. Esse é um dos meus planos, e é uma área em que fazer as coisas dá muito trabalho, pois lidamos com pessoas e a cada dia temos que estar conquistando-as, quero continuar trabalhando com as organizações da sociedade civil, com um excelente patamar.

CBS – Uma mensagem!

KM – A minha mensagem que eu deixo, vem de uma frase de um grande amigo meu, por nome Daniel Pádua, que sempre dizia: “Tecnologia é mato, o importante são as pessoas”. Ele falava isso não desmerecendo a tecnologia, mas sim afirmando que desse trabalho, o que deve ser mais valorizado são as pessoas, servindo cada uma delas com toda atenção devida.

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2 Respostas so far »

  1. 1

    Foi uma honra poder entrevistar essa mulher de muita garra e força de vontade…
    Espero que todos os leitores tenham gostado da entrevista.
    Abraços

    • 2

      wanderson said,

      Realmente Eliane, o que vc disse é a pura verdade, pois eu estou tendo a oportunidade de conheçer a KIKI agora, e pelo pouco que ja vi, realmente, é uma mulher de muita dedicação, garra, força de vontade e companheirismo. Estou Gostando realmente de trabalhar com ela, pois pessoas assim, fazem com que sentimos grandes perante os obstáculos da vida.


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